
Terceiro Módulo
Ônibus Vazio
ou
Nunca subestime um buzú vazio
Você é um sortudo. Sim, é sim. Pegar ônibus vazio em nossa terra é um golpe de sorte em primeiro lugar, mas se você for esperto pode ser um golpe de mestre. Algumas linhas são bem vazias, como Lapa (que passa a cada 5 minutos em quase todos os pontos da cidade), mas tornam-se cheias pela impaciência do povo. Tem gente que é medrosa e pega o primeiro que passa, sem se ligar que logo atrás pode vir outro bem vazio.
A dica é você ter conhecimento de causa. Lembra do fator lotabilidade? Pois é. Lotabilidade nada mais é do que a lei da oferta x procura. Tente se estabelecer do lado bom do pêndulo, ou seja, da oferta. Procure os ônibus com mais oferta, mesmo que para isso você precise saltar mais longe de sua casa; andar um pouco não faz mal a ninguém, te ajuda a ser saudável e se colocar tranquilamente num buzú vazio. Claro, em alguns casos isso não será possível, mas vale o esforço.
Outro ponto diz respeito a você nunca subestimar um ônibus vazio. Não dê uma de brau* se sentando no fundo do coletivo. Isso só é aceitável se seu destino final é o fim de linha. Mas tem um detalhe: a chance de roubo é grande pra quem está perto do cobrador (esse tema será tratado mais adiante no tópico “Assaltos” ou “Fique esperto e não perca nada”). Portanto, procure sentar nas poltronas da frente, mas nunca nas cadeiras reservadas para deficientes, idosos e gestantes. A Lei de Murphy nesse caso é mais um vez implacável: no dia que você sentar vai aparecer uma legião de velhos vindos de um culto religioso holístico do pai eterno, mesmo se for à meia noite.
A idéia é clara: procure a janela, assim você evita que pessoas rocem em você o tempo todo. O engraçado é que todo mundo procura uma dupla de cadeiras sozinhas para sentar, nunca uma com alguém ocupando um espaço. É um anti-socialismo apoiado pelo Guia e que será discutido mais profundamente no tópico “Sociabilidade” ou “Como se livrar de passageiros chatos”. Não existe lugar pior do que ônibus para atrair malucos.
Último ponto: não durma. Eu sei, eu sei... É difícil, mas não durma. Primeiro porque você pode ser atingido por objetos voadores não identificados (já ouvi casos de amigos próximos que dormiram e acordaram com uma catarrada ou com tapas na cara. É bizarro, mas é comum). E segundo porque você pode perder seu ponto e aí, meu caro, você se ferrou de vez. Ônibus não volta.
A dica é você ter conhecimento de causa. Lembra do fator lotabilidade? Pois é. Lotabilidade nada mais é do que a lei da oferta x procura. Tente se estabelecer do lado bom do pêndulo, ou seja, da oferta. Procure os ônibus com mais oferta, mesmo que para isso você precise saltar mais longe de sua casa; andar um pouco não faz mal a ninguém, te ajuda a ser saudável e se colocar tranquilamente num buzú vazio. Claro, em alguns casos isso não será possível, mas vale o esforço.
Outro ponto diz respeito a você nunca subestimar um ônibus vazio. Não dê uma de brau* se sentando no fundo do coletivo. Isso só é aceitável se seu destino final é o fim de linha. Mas tem um detalhe: a chance de roubo é grande pra quem está perto do cobrador (esse tema será tratado mais adiante no tópico “Assaltos” ou “Fique esperto e não perca nada”). Portanto, procure sentar nas poltronas da frente, mas nunca nas cadeiras reservadas para deficientes, idosos e gestantes. A Lei de Murphy nesse caso é mais um vez implacável: no dia que você sentar vai aparecer uma legião de velhos vindos de um culto religioso holístico do pai eterno, mesmo se for à meia noite.
A idéia é clara: procure a janela, assim você evita que pessoas rocem em você o tempo todo. O engraçado é que todo mundo procura uma dupla de cadeiras sozinhas para sentar, nunca uma com alguém ocupando um espaço. É um anti-socialismo apoiado pelo Guia e que será discutido mais profundamente no tópico “Sociabilidade” ou “Como se livrar de passageiros chatos”. Não existe lugar pior do que ônibus para atrair malucos.
Último ponto: não durma. Eu sei, eu sei... É difícil, mas não durma. Primeiro porque você pode ser atingido por objetos voadores não identificados (já ouvi casos de amigos próximos que dormiram e acordaram com uma catarrada ou com tapas na cara. É bizarro, mas é comum). E segundo porque você pode perder seu ponto e aí, meu caro, você se ferrou de vez. Ônibus não volta.
*brau, para os não-baianos: figura pitoresca que se veste igual a tantas outras e se diz do "gueto", ouve bandas de pagode e anda "charlando".
Próximo Módulo: "Ônibus Cheio" ou "Se fudeu, mas há chance de sobrevivência".
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