Eu não sou de colocar vídeo aqui no blog, mas agora eu abro exceção para expor esse. É pequeno e vale a pena ver.
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Querendo ser grande
Já há alguns anos fala-se na possibilidade de mudança do sistema de transporte Salvador-Ilha. Noticiaram até a construção de uma ponte, o que seria bastante interessante, mas até hoje nosso sistema é fraco. A travessia é um martírio mesmo para quem vai de carro. É normal filas de 5 ou 6 horas.
Eu nem deveria falar do metrô, que desde 2000 está em obras e nunca termina. Parece aquele colega (que todos que fazem ou já fizeram faculdade conhecem) que passa anos na universidade e, de tantas matérias perdidas ou trancadas, passa décadas por lá. Nosso metrô pode ser jubilado.
O Comércio também é um ponto que nosso queridíssimo prefeito está querendo revitalizar. O luxuosíssimo Hotel Hilton parece mesmo que agora vai ser instalado por lá. Mesmo burlando o PDDU e seus impedimentos, a “vontade” política atuou para que a construção fosse levada adiante.
Nossa gloriosa orla marítima é um verdadeiro martírio. Não temos calçadas decentes, nem praias limpas e nem muito menos barracas. Sim, porque na nossa cultura praiana a barraca é importantíssima. No Rio não é. O baiano vai a praia para passar o dia, comer pititinga, acarajé e queijo coalho e, principalmente, para beber. Sem barracas fica difícil, o que o prefeito vem tentando (em vão) dar um jeito.
Mas o que eu quero falando de Itaparica, metrô, hotel luxuoso e orla? Os três têm em comum uma necessidade grande de crescimento da cidade – importante do ponto de vista econômico e social -, mas que por falta de vontade política, nunca saem do papel. Ou saem, mas nunca são concluídos. E só são levados à frente por motivações que o povo, o maior interessado no assunto, não entende. Terra de ninguém.
Eu nem deveria falar do metrô, que desde 2000 está em obras e nunca termina. Parece aquele colega (que todos que fazem ou já fizeram faculdade conhecem) que passa anos na universidade e, de tantas matérias perdidas ou trancadas, passa décadas por lá. Nosso metrô pode ser jubilado.
O Comércio também é um ponto que nosso queridíssimo prefeito está querendo revitalizar. O luxuosíssimo Hotel Hilton parece mesmo que agora vai ser instalado por lá. Mesmo burlando o PDDU e seus impedimentos, a “vontade” política atuou para que a construção fosse levada adiante.
Nossa gloriosa orla marítima é um verdadeiro martírio. Não temos calçadas decentes, nem praias limpas e nem muito menos barracas. Sim, porque na nossa cultura praiana a barraca é importantíssima. No Rio não é. O baiano vai a praia para passar o dia, comer pititinga, acarajé e queijo coalho e, principalmente, para beber. Sem barracas fica difícil, o que o prefeito vem tentando (em vão) dar um jeito.
Mas o que eu quero falando de Itaparica, metrô, hotel luxuoso e orla? Os três têm em comum uma necessidade grande de crescimento da cidade – importante do ponto de vista econômico e social -, mas que por falta de vontade política, nunca saem do papel. Ou saem, mas nunca são concluídos. E só são levados à frente por motivações que o povo, o maior interessado no assunto, não entende. Terra de ninguém.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Transporte público
Existe uma grande lenda em Salvador de que o custo operacional do transporte público é alto. De fato, o grande número de meias-passagens e gratuidades (idosos, gestantes, deficientes, policiais em serviço e outras categorias profissionais) oneram bastante o setor. O próprio site do SETEPS diz que 37% dos passageiros usufruem de algum tipo de benefício.
Mas peraê. Se é tão difícil manter o transporte público em Salvador – como o sindicato das empresas propaga por ai, já que todo ano quer aumentar abusivamente o valor da passagem usando esse argumento -, porque existem tantas empresas de ônibus? Já parou para contar quantas empresas existem? Eu já.
E obviamente não consegui chegar a um consenso. Contando na rua, no dedo, eu cheguei ao incrível número de 8; isso numa parada na sinaleira do jornal A Tarde. Mas, para chegar a um número mais concreto, acessei o site Seu Transporte, da prefeitura. Lá estão cadastradas 18 empresas. Em Porto Alegre, por exemplo, existem apenas quatro. Situação mais absurda, se é para rirmos de alguém, é a de Belo Horizonte, que sustenta uma rede de inacreditáveis 50 empresas, enquanto São Paulo, de população 4x maior, tem 54. Recife, 16. Rio de Janeiro? 47. Mas ainda estamos mal, mesmo à frente de outras cidades. Deve ser um negócio extremamente lucrativo. Tá ai: se eu tivesse dinheiro eu investiria nisso. E num motel na região rio vermelho/barra/graça.
Ah, e não temos metrô. Mas nisso eu não investiria.
Mas peraê. Se é tão difícil manter o transporte público em Salvador – como o sindicato das empresas propaga por ai, já que todo ano quer aumentar abusivamente o valor da passagem usando esse argumento -, porque existem tantas empresas de ônibus? Já parou para contar quantas empresas existem? Eu já.
E obviamente não consegui chegar a um consenso. Contando na rua, no dedo, eu cheguei ao incrível número de 8; isso numa parada na sinaleira do jornal A Tarde. Mas, para chegar a um número mais concreto, acessei o site Seu Transporte, da prefeitura. Lá estão cadastradas 18 empresas. Em Porto Alegre, por exemplo, existem apenas quatro. Situação mais absurda, se é para rirmos de alguém, é a de Belo Horizonte, que sustenta uma rede de inacreditáveis 50 empresas, enquanto São Paulo, de população 4x maior, tem 54. Recife, 16. Rio de Janeiro? 47. Mas ainda estamos mal, mesmo à frente de outras cidades. Deve ser um negócio extremamente lucrativo. Tá ai: se eu tivesse dinheiro eu investiria nisso. E num motel na região rio vermelho/barra/graça.
Ah, e não temos metrô. Mas nisso eu não investiria.
foto: trolebus (a tarde)
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