- Seu Jonas... Aqui sua revista. "Veja", né?
- Ela mesmo, Bahia
- Bahia não, Seu Jonas, eu sou Vitória, porra. Tá me estranhando é?
- Eu tô ligado que você é tricolor. Aliás, todo mundo é tricolor, até ele, Barak... Aqui ó, na capa da revista. Usando gravata azul, vermelha e branca.
- Bara o quê?
- Barak Obama, novo presidente dos EUA. Essa TV velha da portaria não tá funcionando não?
- Funcionar funciona, mas eu não sei nada desse tal "sarak osama".
- É Barak Obama.
- Engraçado, Seu Jonas... Ele é negão, né? Igual a eu e tem esse nome aí de terrorista...
- Ele é negão e vai ser um grande presidente, Bahia. Fique tranquilo que o futuro da humanidade está a salvo
- E já dá pra saber que o homem é tudo isso é?
- Dá sim. Ele tem ótimas idéias, vem de origem humilde, é negro, inteligente...
- Parece comigo esse cabra
- Bem que podia ser mesmo.
- Venha cá, Seu Jonas. Só uma perguntinha... Esse tal Barak aí não é a mesma coisa de Lula? Vem de origem humilde, é nordestino, encanador e o povo botava tanta esperança nele...
- Obama é diferente, Bahia.
- Mesmo assim de longe você tem tanta certeza?
- É a globalização, Bahia. A globalização deixa tudo mais perto.
- Sei não. Cajazeira continua longe daqui.
- Né bem assim não. Outro dia eu te explico. Mas se alguém te perguntar se esse Obama é bom, você diz que pelo menos melhor que Bush ele é.
- Seu Jonas, a única buxa que eu conheço é a do dominó. E essa é boa que é danada.
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segunda-feira, 10 de novembro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Diálogos do Cotidiano – Tara
- ...E aí ela me deu um drops de anis.
- Só isso? Você se contenta com uma porra de um drops de anis?
- É, cara... Já é alguma coisa. É um negócio meio Rita Lee, meio recatado...
- Que não dá em nada, diga-se de passagem. Se fosse eu passava logo a mão na bunda.
- Aí que não ia adiantar nada. Ela é quieta, rapaz. Eu já lhe disse: a família é toda católica, daquelas de freqüentar igreja e tudo mais. Tem que ir com calma.
- Porra, man... Eu tenho um tesão de transar na igreja. Num sei o que é.
- Pedófilo descarado. Eu aqui falando de uma coisa séria e você com essa de “comer mulher na igreja”. Tome vergonha!
- Pronto. A mulherzinha de terninho branco, tailler e as porra toda já fez a cabeça do cara. Pelo amor de Deus! Você mal conhece ela, vê lá o que tá fazendo.
- Eu tô fazendo o certo. Comendo pelas beiradas pra chegar no meio e pegar a melhor parte. Veja você com Silvinha. Foi todo afobado e acabou no 5 contra 1. Bela tática.
- É diferente. Silvinha é uma safada que só pensar em ir pra praia e abusar dos homens com hormônios aflorados, como eu. Não dá pra ninguém.
- Tem certeza?
- Claro. Já vi outros casos aqui na praia. O cara chega novo, pagando de surfista, e ela pula logo em cima com um papo de naturalismo, vegetarianismo e um monte de “ismo” chato pra caralho. E a carinha sempre de safada. É aí que mata o cara.
- Porra, mas ela é gostosa demais. Difícil um homem não cair na onda dela.
- É. Isso que tô tentando lhe dizer: muito diferente do caso da sua beatinha dos olhos verdes, que freqüenta a igreja e só vai dar depois de casar.
- Duvido, cara. Essa eu duvido.
- Toda bonitinha, com sapatinho arrumado e terninho engomado... Funcionária do Fórum, funcionária exemplar, aliás, muito diferente de nós.
- Pare de abusar a moça. Você pode se enganar com ela.
- Mulher assim não me engana não.
- Ah, é? Olha ali quem vem andando ao lado de Silvinha!
- Oxe, e num é que são as duas mesmo?
- As próprias. Espera um pouco.... Elas est... Estão de beijando? Eu nunca imaginaria... Agora que perdemos todas as chances!
- Que nada. Acabei de atualizar minha tara: quero é fuder com as duas na igreja!
- Só isso? Você se contenta com uma porra de um drops de anis?
- É, cara... Já é alguma coisa. É um negócio meio Rita Lee, meio recatado...
- Que não dá em nada, diga-se de passagem. Se fosse eu passava logo a mão na bunda.
- Aí que não ia adiantar nada. Ela é quieta, rapaz. Eu já lhe disse: a família é toda católica, daquelas de freqüentar igreja e tudo mais. Tem que ir com calma.
- Porra, man... Eu tenho um tesão de transar na igreja. Num sei o que é.
- Pedófilo descarado. Eu aqui falando de uma coisa séria e você com essa de “comer mulher na igreja”. Tome vergonha!
- Pronto. A mulherzinha de terninho branco, tailler e as porra toda já fez a cabeça do cara. Pelo amor de Deus! Você mal conhece ela, vê lá o que tá fazendo.
- Eu tô fazendo o certo. Comendo pelas beiradas pra chegar no meio e pegar a melhor parte. Veja você com Silvinha. Foi todo afobado e acabou no 5 contra 1. Bela tática.
- É diferente. Silvinha é uma safada que só pensar em ir pra praia e abusar dos homens com hormônios aflorados, como eu. Não dá pra ninguém.
- Tem certeza?
- Claro. Já vi outros casos aqui na praia. O cara chega novo, pagando de surfista, e ela pula logo em cima com um papo de naturalismo, vegetarianismo e um monte de “ismo” chato pra caralho. E a carinha sempre de safada. É aí que mata o cara.
- Porra, mas ela é gostosa demais. Difícil um homem não cair na onda dela.
- É. Isso que tô tentando lhe dizer: muito diferente do caso da sua beatinha dos olhos verdes, que freqüenta a igreja e só vai dar depois de casar.
- Duvido, cara. Essa eu duvido.
- Toda bonitinha, com sapatinho arrumado e terninho engomado... Funcionária do Fórum, funcionária exemplar, aliás, muito diferente de nós.
- Pare de abusar a moça. Você pode se enganar com ela.
- Mulher assim não me engana não.
- Ah, é? Olha ali quem vem andando ao lado de Silvinha!
- Oxe, e num é que são as duas mesmo?
- As próprias. Espera um pouco.... Elas est... Estão de beijando? Eu nunca imaginaria... Agora que perdemos todas as chances!
- Que nada. Acabei de atualizar minha tara: quero é fuder com as duas na igreja!
P.S: esse é o 100° post do blog. Vida longa!
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Diálogos do Cotidiano - Vagabunda na cama
- A coroa é exigente.
- Duvido!
- Tô lhe dizendo. Ela cola coxa com coxa e diz no ouvido: “bota até as bolas”. E você tem que segurar o tranco, senão é chute na bunda.
- Eu ainda duvido.
- E porque?
- Primeiro que ela não é pro seu bico. Segundo que ela nem é tão bonita...
- É gostosa.
- Calma que não acabei ainda. Terceiro que ela não tem cara que vagabunda na cama.
- Ah é é? E como é cara de vagabunda na cama?
- O olhar diz tudo. Eu vejo uma mulher vagabunda de cama de longe. Ah, pronto. Sabe Zoraide, do 808? Aquela que tem uma filha gostosa, que faz balé numa academia aqui mesmo na Barra?
- Sei. Aquela putinha do bundão.
- Ela é vagabunda na cama
- É? Eu nunca tinha reparado, mas você disse agora... Até que pode ser. Mas porque?
- Analise comigo: ela sempre usa batons escuros. Sempre tá bem cheirosa, que é pro homem saber de longe que a fêmea dele tá chegando...
- Hm...
- Ela tem um olhar meio tímido, pendendo pro lado. Segura a bolsa contra o corpo, porque dentro da bolsa tem um vibrador do tamanho de Kid Bengala.
- Ah, não. Isso não. Não imagino Zoraide andando pelo bairro com um vibrador na bolsa.
- Escute mais. Tem o maior indício de todos: fala pouco e com voz mansa. Toda mulher que fala pouco e com voz mansa é vagabunda na cama.
- Meu caro, Jones. Você tá um expert da porra em mulher, viu!? Sabia não. Nunca te vi com mulher, porra. Essa análise é coisa de viado.
- É? E Mirtes?
- Que tem?
- Vagabunda na cama. Maria do 101? Também. A maior de todas? Soraia, a síndica.
- Não. Você agora apelou. Cala a boca.
- Comprovadíssimas.
- E como é que você sabe disso tudo?
- Você acha que essas vagabundas gostam de que tipo de homem? Eu: o porteiro malhado e jovem que mete forte enquanto os maridos estão trabalhando.
- Duvido!
- Tô lhe dizendo. Ela cola coxa com coxa e diz no ouvido: “bota até as bolas”. E você tem que segurar o tranco, senão é chute na bunda.
- Eu ainda duvido.
- E porque?
- Primeiro que ela não é pro seu bico. Segundo que ela nem é tão bonita...
- É gostosa.
- Calma que não acabei ainda. Terceiro que ela não tem cara que vagabunda na cama.
- Ah é é? E como é cara de vagabunda na cama?
- O olhar diz tudo. Eu vejo uma mulher vagabunda de cama de longe. Ah, pronto. Sabe Zoraide, do 808? Aquela que tem uma filha gostosa, que faz balé numa academia aqui mesmo na Barra?
- Sei. Aquela putinha do bundão.
- Ela é vagabunda na cama
- É? Eu nunca tinha reparado, mas você disse agora... Até que pode ser. Mas porque?
- Analise comigo: ela sempre usa batons escuros. Sempre tá bem cheirosa, que é pro homem saber de longe que a fêmea dele tá chegando...
- Hm...
- Ela tem um olhar meio tímido, pendendo pro lado. Segura a bolsa contra o corpo, porque dentro da bolsa tem um vibrador do tamanho de Kid Bengala.
- Ah, não. Isso não. Não imagino Zoraide andando pelo bairro com um vibrador na bolsa.
- Escute mais. Tem o maior indício de todos: fala pouco e com voz mansa. Toda mulher que fala pouco e com voz mansa é vagabunda na cama.
- Meu caro, Jones. Você tá um expert da porra em mulher, viu!? Sabia não. Nunca te vi com mulher, porra. Essa análise é coisa de viado.
- É? E Mirtes?
- Que tem?
- Vagabunda na cama. Maria do 101? Também. A maior de todas? Soraia, a síndica.
- Não. Você agora apelou. Cala a boca.
- Comprovadíssimas.
- E como é que você sabe disso tudo?
- Você acha que essas vagabundas gostam de que tipo de homem? Eu: o porteiro malhado e jovem que mete forte enquanto os maridos estão trabalhando.
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Diálogos do Cotidiano – Dois lados lado a lado
- Não dá certo. A gente é muito diferente, vem de mundos diferentes, Beto.
- Isso nunca foi problema. As diferenças são assim mesmo. Estão aí pra serem ultrapassadas, amor.
- Não me chama mais de amor, por favor.
- Chamo de linda. Pode ser?
- Também não. Me chame pelo nome: Rosana.
- Eu te chamo do jeito que você quiser, Rosana.
- Não adianta! Não dá mesmo. Somos diferentes, gostamos de coisas completamente diferentes, somos de lugares distantes...
- Eu me mudo pra perto se você quiser.
- Isso eu duvido. Você sair do centro pra vir morar em Itapoã... Tá vendo? Eu adoro praia e você odeia.
- Até que um solzinho de vez em quando não faz mal.
- Eu gosto de Ana Carolina, já você...
- Sempre achei que no fundo no fundo ela tinha talento. Me empresta o CD.
- Não insiste, não... Seu negócio é filme cabeça e teatro.
- Faço pipoca pra gente ver novela.
- E mesmo se você viesse, ia ficar dando palpite e criticando o tempo todo.
- Faço voto de silêncio.
- E seu baba* de fim de semana na quadra do Central?
- Baba na praia é mais natureba, do jeito que você é.
- Só de olhar pra berinjela você vomita e vem me falar de natureba. Ai ai...
- Amanhã começo minha dieta vegetariana.
- Você fala isso tudo da boca pra fora, Beto. Depois que passar duas semanas você volta a ser o mesmo homem imaturo, desrespeitador e ciumento de sempre.
- Mas eu não te amava. Depois desse mês sem você eu descobri que te amo de verdade. É sério, não me olhe com essa cara. Trouxe até uma flor pra você. Toma.
- É linda... Eu sempre te amei, Roberto Almeida Campos. Sempre.
- Pois é. Posso entrar? Abre o portão pra mim que aqui fora tá calor.
- Pronto. Pode entrar.
- Ah... Só mais uma coisinha.
- Fala.
- Eu só queria mudar uma coisa em você: o sobrenome. Casa comigo?
*baba = pelada, futebol.
- Isso nunca foi problema. As diferenças são assim mesmo. Estão aí pra serem ultrapassadas, amor.
- Não me chama mais de amor, por favor.
- Chamo de linda. Pode ser?
- Também não. Me chame pelo nome: Rosana.
- Eu te chamo do jeito que você quiser, Rosana.
- Não adianta! Não dá mesmo. Somos diferentes, gostamos de coisas completamente diferentes, somos de lugares distantes...
- Eu me mudo pra perto se você quiser.
- Isso eu duvido. Você sair do centro pra vir morar em Itapoã... Tá vendo? Eu adoro praia e você odeia.
- Até que um solzinho de vez em quando não faz mal.
- Eu gosto de Ana Carolina, já você...
- Sempre achei que no fundo no fundo ela tinha talento. Me empresta o CD.
- Não insiste, não... Seu negócio é filme cabeça e teatro.
- Faço pipoca pra gente ver novela.
- E mesmo se você viesse, ia ficar dando palpite e criticando o tempo todo.
- Faço voto de silêncio.
- E seu baba* de fim de semana na quadra do Central?
- Baba na praia é mais natureba, do jeito que você é.
- Só de olhar pra berinjela você vomita e vem me falar de natureba. Ai ai...
- Amanhã começo minha dieta vegetariana.
- Você fala isso tudo da boca pra fora, Beto. Depois que passar duas semanas você volta a ser o mesmo homem imaturo, desrespeitador e ciumento de sempre.
- Mas eu não te amava. Depois desse mês sem você eu descobri que te amo de verdade. É sério, não me olhe com essa cara. Trouxe até uma flor pra você. Toma.
- É linda... Eu sempre te amei, Roberto Almeida Campos. Sempre.
- Pois é. Posso entrar? Abre o portão pra mim que aqui fora tá calor.
- Pronto. Pode entrar.
- Ah... Só mais uma coisinha.
- Fala.
- Eu só queria mudar uma coisa em você: o sobrenome. Casa comigo?
*baba = pelada, futebol.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Diálogos do Cotidiano - 10 meses
- Meu Deus!! Que bolsa linda!
- Pronto. Fudeu.
- Mas que coisa mais fofa essa bolsa... Tá vendo, Fernandinho!? É desse tipo que eu gosto.
- Beleza. É uma bolsa bonita. Só isso. Vamos.
- Só isso? Você tá de brincadeira. Essa bolsa aqui, com esse preço... Só no camelô. E essa é original! Maravilhosa!!
- Vai comprar ou não?
- Peraê...
- Se tá barato então leva.
- Barato não tá, somente...
- Você disse que tava barata
- Não, não... Esse preço que é um estouro, mesmo assim é pouco pela magnitude da bolsa.
- Limpa o canto da boca. Babou a porra toda
- Babo mesmo. Alguma coisa contra?
- Nada não. Só acho que você não precisa criar esse laço afetivo com uma porra de uma bolsa preta. Agora fica ai babando e vai ter que comprar, senão não consegue dormir.
- Mas ela pede...
- Ela pede pra você dar nela 300 conto? Pelo amor de Deus!
- Olha quem fala! Mês passado você deu 150 conto naquela camisa feia do Chelsea.
- Feia não. É bonita, eu gosto, paguei e pronto. Não fico ai namorando com a porra da bolsa e me olhando no espelho me achando a Paris Hilton. Já disse. Você agora não vai sossegar enquanto não comprar a maldita
- Pensando bem... 300 reais divididos em 10 vezes dá 30 por mês... Hm...
- Ainda vai fazer dívida.
- É sem juros.
- É? E essa bolsa que você tá usando? Comprou quando?
- Tem 2 meses, porque?
- Aposto que pagou em 10 vezes também.
- É, paguei mesmo. E a calça também, o relógio...
- Faz assim. Daqui a 10 meses a gente volta aqui e se você ainda estiver afim da bolsa eu pago.
- Mesmo?
- Tô lhe dizendo. Agora vamo ali que eu tô afim de comprar aquela camisa nova do Barcelona.
- Pronto. Fudeu.
- Mas que coisa mais fofa essa bolsa... Tá vendo, Fernandinho!? É desse tipo que eu gosto.
- Beleza. É uma bolsa bonita. Só isso. Vamos.
- Só isso? Você tá de brincadeira. Essa bolsa aqui, com esse preço... Só no camelô. E essa é original! Maravilhosa!!
- Vai comprar ou não?
- Peraê...
- Se tá barato então leva.
- Barato não tá, somente...
- Você disse que tava barata
- Não, não... Esse preço que é um estouro, mesmo assim é pouco pela magnitude da bolsa.
- Limpa o canto da boca. Babou a porra toda
- Babo mesmo. Alguma coisa contra?
- Nada não. Só acho que você não precisa criar esse laço afetivo com uma porra de uma bolsa preta. Agora fica ai babando e vai ter que comprar, senão não consegue dormir.
- Mas ela pede...
- Ela pede pra você dar nela 300 conto? Pelo amor de Deus!
- Olha quem fala! Mês passado você deu 150 conto naquela camisa feia do Chelsea.
- Feia não. É bonita, eu gosto, paguei e pronto. Não fico ai namorando com a porra da bolsa e me olhando no espelho me achando a Paris Hilton. Já disse. Você agora não vai sossegar enquanto não comprar a maldita
- Pensando bem... 300 reais divididos em 10 vezes dá 30 por mês... Hm...
- Ainda vai fazer dívida.
- É sem juros.
- É? E essa bolsa que você tá usando? Comprou quando?
- Tem 2 meses, porque?
- Aposto que pagou em 10 vezes também.
- É, paguei mesmo. E a calça também, o relógio...
- Faz assim. Daqui a 10 meses a gente volta aqui e se você ainda estiver afim da bolsa eu pago.
- Mesmo?
- Tô lhe dizendo. Agora vamo ali que eu tô afim de comprar aquela camisa nova do Barcelona.
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
Diálogos do Cotidiano – Papo cabeça
- Cara, você já foi na biblioteca dos Barris?
- Perdi nada lá...
- Rapaz... Tu não sabe. Tem uma gostosa na recepção que “meu deus”...
- E daí? Gostosa tem em todo lugar.
- É, eu sei, mas essa de lá é um fenômeno, cara. Você não tem noção.
- E você vai lá só pra ver essa vagabunda?
- Vagabunda o que!? Olhe o respeito com ela.
- E você conhece?
- Não
- Pois é. Você pega um ônibus lotado pra Lapa, se espreme todo, neguinho te encoxa e tudo mais... Tudo isso só pra ver uma gostosa?
- Você não está entendendo. É difícil até de descrever.
- É gostosa, porra. Tem descrição melhor que essa?
- Ó que tem... Porque existem vários níveis de gostosas. Já vi gente comparando com fruta, time de futebol, escala risher e as porra...
- E você tem escala de medição? Pra mim a top das gostosas do mundo é Beyoncé. Mas tem também Ivete, que é um mulherão.
- É melhor que todas essas.
- Impossível. Não existe mulher mais gostosa do que Beyoncé ou Ivete. Só se essa ai for uma aberração, o que duvido muito. Onde já se viu!? Mulher dessa gostosura perdida na recepção da biblioteca dos Barris. Puta que pariu, Cabeça. Você ta de sacanagem mesmo.
- Tá bom, não é isso tudo mas tá no nível de Gretchen. Mais ou menos por ai
- Peraê... Você sai daqui de Pernambués pra ver uma mulher do nível de Gretchen? Porra, Cabeça! Não estou mais lhe reconhecendo.
- Mas você não sabe, meu caro. Ontem eu saí de lá e passei pela gostosa e sorri. Ela sorriu pra mim. Amanhã irei lá de novo e vai ser um golaço, pode anotar ai.
- Ela tá te dando bola é?
- Rapaz... Aparentemente sim. Nunca se sabe. Vou pra lá pensando em Beyoncé e acabo na cama com Gretchen.
- Pode crê... Melhor garantir uma foda do que ficar em casa chupando dedo.
- Tá vendo?! É disso que tô falando. Deixa eu ir agora pro trabalho que eu bato ponto, negão
- Beleza, Cabeça. Vem cá... Essa gostosa ai não tem uma amiga dando sopa, não?!
- Eu vi ela batendo um papo com a faxineira. É novinha, corpinho arrumado, trança no cabelo oxigenado...
- Parece ser gostosa. É que nível?
- Carla Perez derrubada.
- Tá valendo.
- Perdi nada lá...
- Rapaz... Tu não sabe. Tem uma gostosa na recepção que “meu deus”...
- E daí? Gostosa tem em todo lugar.
- É, eu sei, mas essa de lá é um fenômeno, cara. Você não tem noção.
- E você vai lá só pra ver essa vagabunda?
- Vagabunda o que!? Olhe o respeito com ela.
- E você conhece?
- Não
- Pois é. Você pega um ônibus lotado pra Lapa, se espreme todo, neguinho te encoxa e tudo mais... Tudo isso só pra ver uma gostosa?
- Você não está entendendo. É difícil até de descrever.
- É gostosa, porra. Tem descrição melhor que essa?
- Ó que tem... Porque existem vários níveis de gostosas. Já vi gente comparando com fruta, time de futebol, escala risher e as porra...
- E você tem escala de medição? Pra mim a top das gostosas do mundo é Beyoncé. Mas tem também Ivete, que é um mulherão.
- É melhor que todas essas.
- Impossível. Não existe mulher mais gostosa do que Beyoncé ou Ivete. Só se essa ai for uma aberração, o que duvido muito. Onde já se viu!? Mulher dessa gostosura perdida na recepção da biblioteca dos Barris. Puta que pariu, Cabeça. Você ta de sacanagem mesmo.
- Tá bom, não é isso tudo mas tá no nível de Gretchen. Mais ou menos por ai
- Peraê... Você sai daqui de Pernambués pra ver uma mulher do nível de Gretchen? Porra, Cabeça! Não estou mais lhe reconhecendo.
- Mas você não sabe, meu caro. Ontem eu saí de lá e passei pela gostosa e sorri. Ela sorriu pra mim. Amanhã irei lá de novo e vai ser um golaço, pode anotar ai.
- Ela tá te dando bola é?
- Rapaz... Aparentemente sim. Nunca se sabe. Vou pra lá pensando em Beyoncé e acabo na cama com Gretchen.
- Pode crê... Melhor garantir uma foda do que ficar em casa chupando dedo.
- Tá vendo?! É disso que tô falando. Deixa eu ir agora pro trabalho que eu bato ponto, negão
- Beleza, Cabeça. Vem cá... Essa gostosa ai não tem uma amiga dando sopa, não?!
- Eu vi ela batendo um papo com a faxineira. É novinha, corpinho arrumado, trança no cabelo oxigenado...
- Parece ser gostosa. É que nível?
- Carla Perez derrubada.
- Tá valendo.
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
Diálogos do Cotidiano – Bife temperado
- Fernandinho, você já me traiu?
- Trair você? Isso é lá pergunta que se faça na mesa do almoço, Ana...
- E tem hora é?! Você ainda não me respondeu
- Pois eu me recuso a responder. Você tem que confiar em mim, oras... Se não há confiança num relacionamento é...
- Conversa mole pra cima de mim não! Responde!
- Passa o sal que essa salada tá sem gosto
- Não me ignore... Aliás, salada sem gosto é a da sua mãe!
- Não coloque mamãe no meio, Ana Maria. Ela não, por favor.
- Mas se é mesmo. Você sempre soube que ela nunca soube cozinhar. Além do que salada era uma das piores coisas que ela fazia. Lembra daquela salada mista que ela fez uma vez e que, sei lá como, não tinha cenoura!?
- Se lembro... Eu mesmo fui na cozinha buscar cenoura... Mas peraí... Nem tudo que ela faz é ruim.
- Ah, é é? Então me diz uma coisa ai. Um pratinho sequer...
- Tem sim, é só eu me lembrar... Lasanha!
- Você só pode estar brincando... A lasanha dela tem gosto de chuchu.
- Hm... Então o strogonoff... É bom, vai...
- Só se for pra ter dor de barriga. Ela põe muito creme de leite
- Mas você também, né!? É cheia de dosagem nas coisas. Eu gosto de comida melada, com tempero, cheio de coisas gostosas. Ai você vem com esse bife aqui, ó... Esse mesmo. Olhe pra ele. Ele pede um molho e o que você faz? Nada de molho porque assim é mais nutritivo, que não sei o quê e...
- Traidor descarado! Onde você anda comendo bifes temperados, hein Luis Fernando?
- Oxe, como assim “aonde”?! Eu só...
- Traidor! Eu sabia, eu sabia! Ela faz bifes temperados com o quê? Shoyo é? Ou só no alho!? Porque uma vez eu fiz aqui e você ficou cheio de azia, mas não... Não! Pra outra você come e fica arrotando o dia todo, seu safado!
- Mas amor, não é nada disso... O seu bife é gostoso assim mesmo. Olha só como eu como, ó... Hm... É magrinho, mas é bom
- Você tá achando que eu tô magra demais é? Porque eu pago a porra da academia pra ficar gostosa e minha bunda não é tão grande igual as outras somente por causa da genética
- Sua bunda está ótima assim. E você nem é tão magra assim
- Agora eu sou gorda é? Traidor!
- Não é bem assim, eu...
- Trair você? Isso é lá pergunta que se faça na mesa do almoço, Ana...
- E tem hora é?! Você ainda não me respondeu
- Pois eu me recuso a responder. Você tem que confiar em mim, oras... Se não há confiança num relacionamento é...
- Conversa mole pra cima de mim não! Responde!
- Passa o sal que essa salada tá sem gosto
- Não me ignore... Aliás, salada sem gosto é a da sua mãe!
- Não coloque mamãe no meio, Ana Maria. Ela não, por favor.
- Mas se é mesmo. Você sempre soube que ela nunca soube cozinhar. Além do que salada era uma das piores coisas que ela fazia. Lembra daquela salada mista que ela fez uma vez e que, sei lá como, não tinha cenoura!?
- Se lembro... Eu mesmo fui na cozinha buscar cenoura... Mas peraí... Nem tudo que ela faz é ruim.
- Ah, é é? Então me diz uma coisa ai. Um pratinho sequer...
- Tem sim, é só eu me lembrar... Lasanha!
- Você só pode estar brincando... A lasanha dela tem gosto de chuchu.
- Hm... Então o strogonoff... É bom, vai...
- Só se for pra ter dor de barriga. Ela põe muito creme de leite
- Mas você também, né!? É cheia de dosagem nas coisas. Eu gosto de comida melada, com tempero, cheio de coisas gostosas. Ai você vem com esse bife aqui, ó... Esse mesmo. Olhe pra ele. Ele pede um molho e o que você faz? Nada de molho porque assim é mais nutritivo, que não sei o quê e...
- Traidor descarado! Onde você anda comendo bifes temperados, hein Luis Fernando?
- Oxe, como assim “aonde”?! Eu só...
- Traidor! Eu sabia, eu sabia! Ela faz bifes temperados com o quê? Shoyo é? Ou só no alho!? Porque uma vez eu fiz aqui e você ficou cheio de azia, mas não... Não! Pra outra você come e fica arrotando o dia todo, seu safado!
- Mas amor, não é nada disso... O seu bife é gostoso assim mesmo. Olha só como eu como, ó... Hm... É magrinho, mas é bom
- Você tá achando que eu tô magra demais é? Porque eu pago a porra da academia pra ficar gostosa e minha bunda não é tão grande igual as outras somente por causa da genética
- Sua bunda está ótima assim. E você nem é tão magra assim
- Agora eu sou gorda é? Traidor!
- Não é bem assim, eu...
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segunda-feira, 30 de junho de 2008
Diálogos do Cotidiano – Que dia é hoje?
- Sabe que dia é hoje?
- Hm... Não.
- Desculpe. Deixa eu me apresentar. Sou Marcos, voluntário do Grupo de Apoio do...
- Ei amigo. Tô zerado. Tenho nada pra dar não
- Deixe pelo menos conhecer nosso trabalho. Somos o Grupo de Apoio aos Gays, que vem ao longo dos anos reparando várias injustiças que...
- Apoio? Pra quê gays precisam de apoio? Eu tenho um emprego fudido numa empresa fudida. Tem algum grupo de apoio pra isso?!
- Catho, Manager Online, Simm...
- Tudo merda. Essas empresas só sugam o dinheiro dos otários e esses programas do governo só servem pra angariar votos. Pura besteira.
- Pode até ser, mas o nosso Grupo de Apoio aos Gays vem realizando um trabalho belíssimo no que tange ao preconceito das pessoas com os homossexuais. Sabe quantos gays foram vítimas de violência nos últimos 3 anos? É mais de...
- Vem cá... Você vive disso é? De abordar as pessoas em pleno ponto de ônibus pra arrecadar fundos? Porra!
- Sou advogado e faço trabalho voluntário.
- Logo vi...
- É? E porque?
- Esse seu vocabulariozinho: “no que tange ao preconceito” Ai ai...
- Você está sendo preconceituoso
- É? Então chama o Grupo de Apoio aos Advogados. Tem?
- Sim. OAB
- Pronto... Maior antro de ladrões desse país. Lá mesmo
- Está sendo novamente preconceituoso. Sabia que isso é crime?
- Crime é esse buzú ai ó... Pelo amor de Deus. Como é que entra numa porra dessa?
- Puta que pariu! Ai não entra nem uma mosca. É seu ônibus?
- ERA meu ônibus. Agora vou esperar o das 23h. Tô fudido. Tarde pra caralho, sem ninguém no ponto...
- Tem eu
- Pois é. Tarde pra caralho, um viado no ponto...
- Posso te dar carona se quiser. Meu carro tá logo ali
- E vai me levar pra onde? Pra sede do Grupo de Apoio aos Gays? Tô fora.
- Se você quiser, a essa hora tá rolando uma festa eletrônica muito boa.
- E é? Porra, sou fã de música eletrônica. Tá rolando house?
- Progressive e Acid. Vamos.
- Beleza. Vamo nessa. Eu só espero que você não minta igual a todos os advogados
- Vai ter que pagar pra ver
- A essa altura do campeonato o que vier é lucro. A propósito, que dia é hoje?
- Seu dia de sorte
- Hm... Não.
- Desculpe. Deixa eu me apresentar. Sou Marcos, voluntário do Grupo de Apoio do...
- Ei amigo. Tô zerado. Tenho nada pra dar não
- Deixe pelo menos conhecer nosso trabalho. Somos o Grupo de Apoio aos Gays, que vem ao longo dos anos reparando várias injustiças que...
- Apoio? Pra quê gays precisam de apoio? Eu tenho um emprego fudido numa empresa fudida. Tem algum grupo de apoio pra isso?!
- Catho, Manager Online, Simm...
- Tudo merda. Essas empresas só sugam o dinheiro dos otários e esses programas do governo só servem pra angariar votos. Pura besteira.
- Pode até ser, mas o nosso Grupo de Apoio aos Gays vem realizando um trabalho belíssimo no que tange ao preconceito das pessoas com os homossexuais. Sabe quantos gays foram vítimas de violência nos últimos 3 anos? É mais de...
- Vem cá... Você vive disso é? De abordar as pessoas em pleno ponto de ônibus pra arrecadar fundos? Porra!
- Sou advogado e faço trabalho voluntário.
- Logo vi...
- É? E porque?
- Esse seu vocabulariozinho: “no que tange ao preconceito” Ai ai...
- Você está sendo preconceituoso
- É? Então chama o Grupo de Apoio aos Advogados. Tem?
- Sim. OAB
- Pronto... Maior antro de ladrões desse país. Lá mesmo
- Está sendo novamente preconceituoso. Sabia que isso é crime?
- Crime é esse buzú ai ó... Pelo amor de Deus. Como é que entra numa porra dessa?
- Puta que pariu! Ai não entra nem uma mosca. É seu ônibus?
- ERA meu ônibus. Agora vou esperar o das 23h. Tô fudido. Tarde pra caralho, sem ninguém no ponto...
- Tem eu
- Pois é. Tarde pra caralho, um viado no ponto...
- Posso te dar carona se quiser. Meu carro tá logo ali
- E vai me levar pra onde? Pra sede do Grupo de Apoio aos Gays? Tô fora.
- Se você quiser, a essa hora tá rolando uma festa eletrônica muito boa.
- E é? Porra, sou fã de música eletrônica. Tá rolando house?
- Progressive e Acid. Vamos.
- Beleza. Vamo nessa. Eu só espero que você não minta igual a todos os advogados
- Vai ter que pagar pra ver
- A essa altura do campeonato o que vier é lucro. A propósito, que dia é hoje?
- Seu dia de sorte
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terça-feira, 17 de junho de 2008
Diálogos do Cotidiano - A diferença
- Você não entende nada de mulheres
- Entendo. Você fica mais gostosa de saia do que de calça
- Não vale. É moda. Isso só demonstra que você tem tendências homossexuais
- Então chega perto que eu te mostro
- Não, não... Você realmente só pensa com seu pinto torto
- Sabia que dizem que o pinto torto é genético? Não tem mui...
- Não quero saber disso.
- Não tem muito a ver com desempenho
- Sei, sei...
- Tô falando sério Eu li.
- Você só “lê” as fotos da Playboy quando vai no barbeiro. E olhe lá...
- É, foi justamente na Playboy que li sobre isso. Tá com fome?
- Na verdade sim. Tô exausta, mas quero ficar na minha.
- Se quiser faço uma vitamina de banana
- Porra, você não entende nada mesmo né? Me dá um cigarro ai e fica quieto
- Pronto, pronto... Toma. Isso deve ser TPM, esse seu jeito to...
- Claro que não! Minha menstruação parou tem 2 dias. TPM agora só no final do mês
- É, mas sei lá... Essas coisas de mulher nunca se sabe, né?!
- Tá vendo? Você não entende nada de mulheres mesmo.
- Ah, mas isso não vale. É algo muito pessoal. Cada mulher tem lá seu dia certo, suas complicações hormonais, sua TPM...
- Pois é. Ninguém entende, muito menos vocês homens
- Ah é assim, né!? Então vá lá. Me pergunte alguma coisa sobre as mulheres. Qualquer coisa e vamo ver quem sabe o que.
- Joguinho idiota. Não vou entrar nessa.
- Criancice sua. Pergunte que eu respondo e te deixo em paz.
- Duvido, mas vamos lá. Já que você tá falando em menstruação, quanto tempo dura o ciclo menstrual?
- Porra! Essa é foda. Perdi essa aula de biologia. Li num livro que mulher é um bicho estranho: sangra todo mês e nunca morre.
- Patético você... Vou tomar banho. E vê se muda esses lençóis da próxima vez que formos transar. Fede a amaciante de puteiro.
- Você não reclamou da primeira vez, nem da segunda... Só agora. Mas eu mudo sim... Ei, posso ir com você?
- Só se vier por trás.
- Entendo. Você fica mais gostosa de saia do que de calça
- Não vale. É moda. Isso só demonstra que você tem tendências homossexuais
- Então chega perto que eu te mostro
- Não, não... Você realmente só pensa com seu pinto torto
- Sabia que dizem que o pinto torto é genético? Não tem mui...
- Não quero saber disso.
- Não tem muito a ver com desempenho
- Sei, sei...
- Tô falando sério Eu li.
- Você só “lê” as fotos da Playboy quando vai no barbeiro. E olhe lá...
- É, foi justamente na Playboy que li sobre isso. Tá com fome?
- Na verdade sim. Tô exausta, mas quero ficar na minha.
- Se quiser faço uma vitamina de banana
- Porra, você não entende nada mesmo né? Me dá um cigarro ai e fica quieto
- Pronto, pronto... Toma. Isso deve ser TPM, esse seu jeito to...
- Claro que não! Minha menstruação parou tem 2 dias. TPM agora só no final do mês
- É, mas sei lá... Essas coisas de mulher nunca se sabe, né?!
- Tá vendo? Você não entende nada de mulheres mesmo.
- Ah, mas isso não vale. É algo muito pessoal. Cada mulher tem lá seu dia certo, suas complicações hormonais, sua TPM...
- Pois é. Ninguém entende, muito menos vocês homens
- Ah é assim, né!? Então vá lá. Me pergunte alguma coisa sobre as mulheres. Qualquer coisa e vamo ver quem sabe o que.
- Joguinho idiota. Não vou entrar nessa.
- Criancice sua. Pergunte que eu respondo e te deixo em paz.
- Duvido, mas vamos lá. Já que você tá falando em menstruação, quanto tempo dura o ciclo menstrual?
- Porra! Essa é foda. Perdi essa aula de biologia. Li num livro que mulher é um bicho estranho: sangra todo mês e nunca morre.
- Patético você... Vou tomar banho. E vê se muda esses lençóis da próxima vez que formos transar. Fede a amaciante de puteiro.
- Você não reclamou da primeira vez, nem da segunda... Só agora. Mas eu mudo sim... Ei, posso ir com você?
- Só se vier por trás.
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mulher
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