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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Árvore genealógica I

Engraçado como somos presos a certos estereótipos. E também a certas pessoas que, nesse bolo doido, viram totens de uma realidade inexistente. É de se fazer piada, inclusive. Então separei aqui o que seria a gênese do baiano, dividindo nossa existência em 2 partes (homens e mulheres). Três de cada lado. Hoje a nossa parte feminina. Vamos a eleas:

Irmã Dulce
– Freira de uma candura inigualável. Ajudava os pobres, rezava para os pobres, passava a mão na cabeça de todos e era amiga dos políticos dos mais variados partidos. Uma santa, diriam uns.
DNA:
é responsável pelo nosso lado generoso, mas também pela nossa desfaçatez em face à discaração dos políticos.


Dona Canô
– Mãe de Caetano e Maria Betânia, ela... É... E só! Não é mais nada! Mesmo assim é alçada ao posto de ídolo da Bahia. Vá entender. Essa senhora de 100 anos nada fez de relevante para nossa sociedade e mesmo assim é uma celebridade (até em jornais do Brasil saíram matérias sobre seus 100 anos).
DNA: é responsável pela nossa ignorância e capacidade de enganar a todos. Malandra.

Mãe Menininha do Gantois
– A única negra do balaio. Mãe de santo em Salvador, é aclamada até hoje pela sua sabedoria e religiosidade.
DNA: é responsável pelo nosso sincretismo religioso, mesmo que isso seja usada como máscara para qualquer coisa.