A imagem que ilustra esse post é a capa do Correio da Bahia, de 2/10 desse ano. Bela capa, jornalisticamente falando. Só reflete uma sensação do povo em relação ao assunto: parece que todos temos em casa uma folhinha e vamos contando as mortes aos montes. Sem receio, é talvez a melhor capa do ano – e sem fazer sensacionalismo, ou chegar perto disso, como fez o A Tarde ao publicar a foto do policial (mesmo de longe) na maca do IML.
Saindo dessa ceara, em apenas um dia nós nos deparamos com manchetes alarmantes. Depois da morte do 27° policial em apenas 9 meses, Salvador entrou no noticiário com outros casos de assassinatos e mortes por arma de fogo. Aqui, cinco morreram na troca de tiros entre policiais e bandidos. Já aqui, na cidade de Tabocas, um atentado político feriu três. Mais: traficante morto pela polícia. E aqui, mais um jovem morto por causas indefinidas.
É apenas uma amostra no universo soteropolitano de tantas mortes. É um fato que, infelizmente, nenhum candidato tocou no último debate dos prefeituráveis. É uma pena.
E ainda querem que eu vote em alguém. Nulo neles.



