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quinta-feira, 26 de junho de 2008

Querendo ser grande

Já há alguns anos fala-se na possibilidade de mudança do sistema de transporte Salvador-Ilha. Noticiaram até a construção de uma ponte, o que seria bastante interessante, mas até hoje nosso sistema é fraco. A travessia é um martírio mesmo para quem vai de carro. É normal filas de 5 ou 6 horas.

Eu nem deveria falar do metrô, que desde 2000 está em obras e nunca termina. Parece aquele colega (que todos que fazem ou já fizeram faculdade conhecem) que passa anos na universidade e, de tantas matérias perdidas ou trancadas, passa décadas por lá. Nosso metrô pode ser jubilado.

O Comércio também é um ponto que nosso queridíssimo prefeito está querendo revitalizar. O luxuosíssimo Hotel Hilton parece mesmo que agora vai ser instalado por lá. Mesmo burlando o PDDU e seus impedimentos, a “vontade” política atuou para que a construção fosse levada adiante.

Nossa gloriosa orla marítima é um verdadeiro martírio. Não temos calçadas decentes, nem praias limpas e nem muito menos barracas. Sim, porque na nossa cultura praiana a barraca é importantíssima. No Rio não é. O baiano vai a praia para passar o dia, comer pititinga, acarajé e queijo coalho e, principalmente, para beber. Sem barracas fica difícil, o que o prefeito vem tentando (em vão) dar um jeito.

Mas o que eu quero falando de Itaparica, metrô, hotel luxuoso e orla? Os três têm em comum uma necessidade grande de crescimento da cidade – importante do ponto de vista econômico e social -, mas que por falta de vontade política, nunca saem do papel. Ou saem, mas nunca são concluídos. E só são levados à frente por motivações que o povo, o maior interessado no assunto, não entende. Terra de ninguém.