“Pense num absurdo. Na Bahia tem precedente”. Essa frase, dita há cerca de 50 anos, é meio que um epíteto do nosso Estado. Afora minhas histórias doentias e sujas (acredite, em muitos casos é a pura realidade), os precedentes absurdos existem aos borbotões. E polêmicas também. Para 2009, a prefeitura de Salvador gerou discussões acaloradas até na escolha do tema do carnaval. Imagine só.
Aliás, escolha essa completamente sem importância para a engrenagem da festa, que provavelmente ninguém mais iria se lembrar. Mas preste atenção no quadro. Todo ano a prefeitura escolhe um tema para ser homenageado, o que na prática só serve para pautar a decoração da cidade e uma ou outra matéria nos jornais. No mais, ninguém sabe quem é o homenageado.
Pois esse ano a prefeitura queria reverenciar Dorival Caymmi, mas decidiu tudo sem consultar a família do velho Dori. Depois de tudo anunciado, a imprensa foi repercutir com os filhos e... Epa! Ninguém sabia. A discussão então volta à pauta da organização da festa, que começa a pensar em homenagear Carmen Miranda, que, por sua vez, não teve a imagem liberada pela sobrinha. Numa semana, o impasse e a sucessão de informações desencontradas estavam instalados na cidade.
Um assunto irrelevante passou, então, a ter uma repercussão muito maior do que deveria. A incapacidade de resolver um problema simples e pouco importante só nos leva a crer que outras questões muito mais relevantes terão o mesmo caminho: a confusão. Quer dizer, todos já sabemos disso, mas esse seria um tema para outro post.
Por outro lado, se é para homenagear uma figura pública, proeminente e importante culturalmente, porque há a necessidade de uma autorização meramente burocrática? Ganância familiar? Muito melhor então foi a, enfim, escolha da prefeitura: homenagear os afoxés e os 60 anos do bloco afro Os Filhos de Gandy.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Idéia maluca
Acabei de ter uma idéia. Estava dando minha passada diária pelos jornais de Salvador e, quando dei por conta, percebi as misérias que aconteceram na cidade ontem. E no fim de semana. E no mês que passou... E estamos com uma eleição, talvez a mais acirrada dos últimos pleitos, batendo à porta.
Pois bem. Eu serei louco suficiente para mandar e-mails para todos os candidatos. Mandarei perguntas pertinentes, muito longe daquelas baboseiras que a grande mídia fala. Serão questões pontuais e, claro, conto com a ajuda de quem quiser perguntar. Pode mandar.
Se eles vão responder? Quem sabe!? Ai já não é problema meu. Creio que final de agosto e começo de setembro seja bom para o envio. Talvez antes, já que eles devem tá ocupadíssimos e devem demorar pra responder (se é que vão...).
P.S.: só para ilustrar o que estou dizendo, leiam esse link (a primeira matéria). Pode parecer um problema menor, mas no fundo a causa dele é a mais importante de todas: desemprego.
Pois bem. Eu serei louco suficiente para mandar e-mails para todos os candidatos. Mandarei perguntas pertinentes, muito longe daquelas baboseiras que a grande mídia fala. Serão questões pontuais e, claro, conto com a ajuda de quem quiser perguntar. Pode mandar.
Se eles vão responder? Quem sabe!? Ai já não é problema meu. Creio que final de agosto e começo de setembro seja bom para o envio. Talvez antes, já que eles devem tá ocupadíssimos e devem demorar pra responder (se é que vão...).
P.S.: só para ilustrar o que estou dizendo, leiam esse link (a primeira matéria). Pode parecer um problema menor, mas no fundo a causa dele é a mais importante de todas: desemprego.
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
Transporte público
Existe uma grande lenda em Salvador de que o custo operacional do transporte público é alto. De fato, o grande número de meias-passagens e gratuidades (idosos, gestantes, deficientes, policiais em serviço e outras categorias profissionais) oneram bastante o setor. O próprio site do SETEPS diz que 37% dos passageiros usufruem de algum tipo de benefício.
Mas peraê. Se é tão difícil manter o transporte público em Salvador – como o sindicato das empresas propaga por ai, já que todo ano quer aumentar abusivamente o valor da passagem usando esse argumento -, porque existem tantas empresas de ônibus? Já parou para contar quantas empresas existem? Eu já.
E obviamente não consegui chegar a um consenso. Contando na rua, no dedo, eu cheguei ao incrível número de 8; isso numa parada na sinaleira do jornal A Tarde. Mas, para chegar a um número mais concreto, acessei o site Seu Transporte, da prefeitura. Lá estão cadastradas 18 empresas. Em Porto Alegre, por exemplo, existem apenas quatro. Situação mais absurda, se é para rirmos de alguém, é a de Belo Horizonte, que sustenta uma rede de inacreditáveis 50 empresas, enquanto São Paulo, de população 4x maior, tem 54. Recife, 16. Rio de Janeiro? 47. Mas ainda estamos mal, mesmo à frente de outras cidades. Deve ser um negócio extremamente lucrativo. Tá ai: se eu tivesse dinheiro eu investiria nisso. E num motel na região rio vermelho/barra/graça.
Ah, e não temos metrô. Mas nisso eu não investiria.
Mas peraê. Se é tão difícil manter o transporte público em Salvador – como o sindicato das empresas propaga por ai, já que todo ano quer aumentar abusivamente o valor da passagem usando esse argumento -, porque existem tantas empresas de ônibus? Já parou para contar quantas empresas existem? Eu já.
E obviamente não consegui chegar a um consenso. Contando na rua, no dedo, eu cheguei ao incrível número de 8; isso numa parada na sinaleira do jornal A Tarde. Mas, para chegar a um número mais concreto, acessei o site Seu Transporte, da prefeitura. Lá estão cadastradas 18 empresas. Em Porto Alegre, por exemplo, existem apenas quatro. Situação mais absurda, se é para rirmos de alguém, é a de Belo Horizonte, que sustenta uma rede de inacreditáveis 50 empresas, enquanto São Paulo, de população 4x maior, tem 54. Recife, 16. Rio de Janeiro? 47. Mas ainda estamos mal, mesmo à frente de outras cidades. Deve ser um negócio extremamente lucrativo. Tá ai: se eu tivesse dinheiro eu investiria nisso. E num motel na região rio vermelho/barra/graça.
Ah, e não temos metrô. Mas nisso eu não investiria.
foto: trolebus (a tarde)
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terça-feira, 8 de abril de 2008
Retórica política

Com quantos paus se faz uma canoa? Pergunta lá ele e retórica. Então, com quantas obras se faz um governo? Já podem observar ao longo das avenidas, ruas e vielas de Salvador um fenômeno interessante: placas e mais placas de obras. Pura retórica política. Na prática, você não vê nada sendo feito.
Inclusive, nosso colega do blog Mitsuplik flagrou um desses momentos.
Sua cidade, sua casa?
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