Ano que vem promete ser bom para o cinema baiano. Serão lançados em 2009 duas grandes produções – pelo menos no papel. E produzidas quase integralmente em terras de ninguém.
Curioso também que os dois filmes são baseados na obra de Jorge Amado. O primeiro é “Capitães da Areia”, uma história que, confesso, deve ser difícil transpor para as telonas. Fiquei nessa dúvida e resolvi reler o livro mês passado e, mais uma vez, constatei que vai ser complicado para Cecília Amado (sim, neta do homi) colocar a história de Pedro Bala, Professor, Dora & cia. para o cinema. Não existe muita linearidade na narrativa e os casos vão acontecendo ao longo dos capítulos. Estruturalmente, o livro é um apanhado, enquanto que no cinema essa questão terá de ser bem trabalhada para não virar um amontoado de histórias sem um fio condutor. Veremos. O filme, aliás, nem começou a ser rodado, mas está tudo pronto. Quero ver como será tratada a questão do comunismo, luta de classes e liberdade, temas bastantes presentes no livro do mestre.
A outra produção ainda está em fase de pré-produção e é baseada no livro “Morte e a morte de Quincas Berro D´Água”, muito bem falado pela crítica. Confesso que não li, mas tenho uma enorme vontade. Eu até confio mais no resultado desse ai, afinal, será dirigido por Sérgio Machado, o mesmo responsável pelo excelente “Cidade Baixa” (aliás, esse filme merece um comentário mais aprumado aqui no blog. Cobrem) e produzido por Walter Salles. Outro ponto forte é o elenco: Wagner Moura, Lázaro Ramos, João Miguel e Stênio Garcia. O negócio é sério.
Fora essas duas produções mais famosas, outras coisas também estão sendo feitas no cinema baiano. O cenário agora parece estar forte: saiu no A Tarde de domingo (pena não poder reproduzir o texto completo aqui; o conteúdo do site é exclusivo).
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008
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