Ah, eleições. Eleições na Bahia é uma coisa linda. No interior do Estado é uma festa de candidatos bizarros a procura de voto em troca de saco de farinha. E olhe que tem gente que cai. Não seria mais fácil ser malandro? Diz que vota mas não vota. Existe até aquela lenda de que o matuto tem que dizer ao candidato qual a cor da roupa que veste na foto da urna eletrônica. Mas ai também é fácil de burlar. É só digitar o número do cara, ver a foto, cancelar a opção e votar corretamente. Mas a gente é burro mesmo.
Em Salvador, já há alguns anos, é um festival de propaganda bizonha. E mesmo dos candidatos com chances de se eleger. Baixaria, então, esse ano podemos esperar muita. Quem tem João Henrique, Imbassahy e Varela como candidatos pode começar a chorar. Esse último, utilizando-se do seu programa não menos bizarro na TV, atirou a primeira pedra essa semana: mostrou no ar uma mulher que diz ter sofrido preconceito racial de uma irmã de Imbassahy. Lindo. Os factóides começam a ser criados, mudanças de partido articuladas e tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Pelo menos para nós, fudidos da população.


