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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Mudanças... Mudanças...

Os policiais militares da Bahia são chamados carinhosamente pelo apelido de “picolé de amendoim”, em referência à cor do uniforme. Agora, o Governo do Estado quer mudar a cor para azul. Aí eu me pergunto: que nomes vamos chamá-los agora?

E não é só isso. Como publiquei aqui semana passada, a guarda municipal de Salvador não entrou em ação na data prevista (3 de julho) e, estranhamente, ainda continua fora de operação. Portanto, sem picolé de amendoim e sem guarda municipal, quem fará nossa segurança? Porque eu acho que os policiais vão perder completamente sua identidade com a nova cor do uniforme. Azul está fora de moda, ou pelo menos é moda em outras praças. Picolé de amendoim já!

E falando em mudanças, um dos bairros mais tradicionais de Salvador está perdendo sua identidade (ó a famigerada aqui de novo...). A prefeitura vai reformar o “calçadão”, substituindo as pedras portuguesas por outras mais modernas. Ora, a beleza da orla está em grande parte nessa riqueza incomensurável. O argumento é de que as pedras são de difícil manutenção e quebram com o tempo devido a ação das raízes das grandes árvores do local. Mas engraçado que no Rio de Janeiro e em São Paulo as mesmas pedras fazem parte do patrimônio cultural das cidades.

Agora vem o mais curioso. As amendoeiras que tanto atrapalham o piso da Barra foram removidas essa semana. E as pedras portuguesas? Ainda sim serão substituídas pelo granito, o mesmo usado na Pituba.

Esses dois exemplos me deixam triste. De verdade. Policial de roupa azul (temos que arranjar um apelido urgente) e orla sem pedra portuguesa é lastimável.

quarta-feira, 26 de março de 2008

De quem é a calçada?

Nosso mau hábito no trânsito já é muito conhecido. Dizem até que os baianos são os piores condutores de veículos automotores. Sei não. Mas também as lojas daqui não ajudam. E veja porque. Quem nunca tentou andar pelo passeio e não conseguiu porque tinha um carro na calçada? É incrível.

A pituba é pródiga nisso. As calçadas, mesmo alargadas, às vezes não dão conta da quantidade de carro e de pedestres. Veja o exemplo da Vídeo Hobby. A calçada é enorme e a locadora dispõe até de manosbrista, mas tem dias que o passeio é completamente tomado por carros. Temos que disputar espaço com os bentidos.

Certa vez enfrentei uma dessas situações. Eu passava, mas com dificuldade e driblando a lá Matrix os carros. Ai me veio a pergunta: e um cadeirante? Passa ali? Perguntei ao manobrista como é que ia ser se um deficiente físico, ou até mesmo um idoso, tentasse passar pelo local. “Rapaz... Tem muito carro hoje e não tem onde botar”. Insisti com o questionamento e uma mulher que tinha deixado o carro numa situação “duvidosa” se aproximou. E repetiu o discurso do manobrista. Eu disse: “Sim, e daí que não tem vaga? O que eu, pedestre, tenho a ver com isso?”

Fui ignorado e tudo ficou como dantes no quartel de abrantes.

Pergunte se alguma coisa mudou.